Aqueles piores dias da nossa vida: o dia que a gente perde para sempre uma pessoa que a gente ama!
Eu estava trabalhando e minha mãe me ligou desesperada dizendo que o Flavinho estava passando mal. Eu fiquei desesperada, não sabia o que fazer, minha mãe então, nem fale. Enfim, deixando os detalhes dolorosos de lado, o Flavinho se foi, nos deixou com um enorme vizio, no peito e na vida. Tive vontade de me matar, a vida perdeu o sentido pra mim, foram dias e dias de depressão profunda. Minha mãe ficou inconsolável e meu irmão traumatizado. Tirei forças não sei de onde para animá-los, mas o sofrimento é desesperador. Minnha mãe chora toda hora, meu irmão revoltado com tudo querendo morrer. Tive medo, pois ele estava muito deprimido. Vivi situações terríveis que me fizeram acreditar que poderia ser possível. Tenho tomado conta deles, mas confesso que já sofri tanto por isso...
Sinto falta do Flavinho e fico pensando no quanto a minha mãe está sofrendo, estou morrendo de pena dela.
Tentei largar dos remédios, mas não consegui, só por uns dias, acho que se eu não tivesse sofrido tantas emoções, talvez eu tivesse conseguido.
ainda queria estar grávida, mesmo sabendo que minha vida está uma bagunça, que outro dia o Rô falou que queria se separar de mim, depois pediu perdão. Fiquei muito magoada, pois foi dois dias depois que o Flavinho morreu, ai, quanta dor eu sentia, que nem liguei se ele ia mesmo. Foi uma noite complicada e difícil, mas depois ficou tudo bem, quer dizer, qualquer conversa sai uma faísca, mas já voltei a tomar meus remédios e vai passar, afinal, meu humor anda negro.
domingo, 15 de julho de 2007
Eu me atrasei demais
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