sábado, 24 de abril de 2010

Sem vontade de vir aqui. Sem coragem de contar o q houve.


Ai pessoas, eu realmente não vim aqui de propósito.
Eu passei por uma crise tão ruim esses últimos dias q nem tinha coragem de vir aqui contar.
Eu só chorava, só ficava mal.
Teve um dia até q eu voltei a ter vontade de me machucar novamente,
então, ao invés de ficar remoendo essa dor, eu tentei me distrair, abstrair talvez seja a palavra correta.
Ao menos como eu sempre digo, a parte boa de ter depressão por muito tempo é que vc sempre consegue notar qdo ela está batendo à porta e querendo acordar.
E a outra vantagem é que a gente sempre sabe q se estamos vivos, é pq somos capazes de sobreviver a ela.
Fiquei sinceramente pensando se eu não estaria sendo uma garota mimada q sente a necessidade de se enfiar no fundo do poço só pq as coisas não acontecem como a gente espera ou imagina.

Mas, como nem tudo é ruim nessa vida, meu casamento passou por uma crise horrorosa.
Nossa, eu vi a separação entrando pela porta e dando passagem para q meu marido saísse.
Senti meu orgulho sucumbir, me vi ao chão em pedaços procurando não perder o q eu tenho de mais precioso: meus filhos.

Como eu disse para algumas amigas.
A vida é injusta, eu aprendi isso, qse morri por isso.
Hj eu não pago mais para ver por acreditar na justiça.
Hj eu me vejo impotente, incapaz de lutar contra outra injustiça, ainda mais qdo ela envolve meus filhos.
Não quero perdê-los.
Por mais q o Ro tenho blefado qdo disse q tiraria meus filhos de mim, isso ficou marcado a minha alma. Marcado à ferro como fazem com os bois nos pastos.
Minha alma tem uma marca, a marca da dor, a marca do medo, a marca de um recomeço tbm.
Não me vi em condições de ficar só. Não é dependência emocional, é um conjunto de fatores q acredito q toda mulher casada, q ama, q tem filhos, q quer dar o melhor para eles é capaz de passar por cima e tentar mais uma vez.
Isso aconteceu comigo.
Eu nunca fui assim, eu mandava fulano ir se foder e ia cuidar da minha vida.
Às vezes acho q com o passar do tempo eu fico mais burro, mais lerda, mais fraca.
Mas tbm sei q o nome disso é maturidade, crescimento e q o verdadeiro homem q ama, q vive,
tem q ter medo.
Talvez eu esteja enganada, mas só daqui um tempo é q irei saber.
O importante é q meu marido viu o quanto errou, pediu mil desculpas e por mais q eu resista em ceder e tenha perdido a confiança nele, ele me diz todos os dias e mostra q está disposto a lutar para me dar uma vida melhor.
Eu vou esperar.... mas não pagar pra ver.

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2 comentários:

Anônimo disse...

Olha Beta, acho que conversamos bastante sobre isso, mas acho que vc está certa em tentar novamente já que isso envolve vários fatores e sabemos que não são fatorestão simples de se resolver sozinha e ficar com o pé atras, acho que vai ser bem netural já que existiu uma ameaça.
Vc é muito forte sim e etenta para qualquer sinal de perigo, ele errou feio dizendo que poderia tirar seus filhos, mas reconheceu o erro e disse tentar lutar para dar o melhor, vc fez essa escolha, mas não é por ser "mimada" e se deixar enfiar no fundo do poço, é pq sabe que além de poder enfrentar uma depressão, vc está viva para lutar por essa escolha também.
Mas tem o lado família, amor, cumplicidade, medo de perde-la, o apoio...tem tantas chances para um novo recomeço né? Vai em frente amiga e que Deus te ilumine em cada dúvida.
Um beijo na alma

A Mãe do Autista disse...

Beta!!!!!
Coragem...aqui tbém não foi diferente...conviver é difícil...somos humanos!
E voltar atrás não é fraqueza, afinal temos filhos né!
E sozinhas tudo fica pior!
Força...te cuida menina!