terça-feira, 17 de abril de 2012

Missão cumprida

Acho q é assim que finda mais uma etapa de minha vida.
Sim, finalmente eu consegui concluir uma meta e compreender q o fato de concluí-la não quer dizer q tudo saiu como eu queria.
Trabalhei um pouco mais de 2 anos num lugar bem complicado e acredito q cheguei no ponto máximo que o meu caráter podia permitir, o MEU topo.
Sim, voltei ao trabalho em 2010 sem dignidade alguma, como um nada, um tapa buraco apenas para cobrir as férias de uma pessoa.
Fiquei mais, tapei mais e mais buracos até q pudesse ter o meu lugar.
Por um ano pude ter o trabalho q sempre imaginei fazer e com ele veio o reconhecimento. Não elogios, não aumentos de salário, apenas respeito.
Qdo vc faz algo legal e importante na vida de alguém, por mais q ela não goste de vc e não queira admitir, ela respeita vc e pronto.
Isso não os torna amigos, mas pode sim criar uma parceria.
Nesse período todo eu aprendi mto, cresci mto como profissional e principalmente como ser humano.
Eu trabalhei onde todas as pessoas q me humilharam não teriam nada se não pedissem para mim. Desde uma caneta, até um carro. E eu não precisei humilhar ninguém por isso.
Eu entrei num mundo onde eu não entendia nada e hj eu sei q ninguém compreende pq não vive nele e mais, nem tem q compreender pq é estranho.
Aprendi a ser eu mesma, ter a minha personalidade forte e usar minha determinação sem deixar isso comprometer o meu relacionamento com as pessoas.
Não agradei a todos, mas tenho convicção q as não agradadas apenas agiam assim por querer o 'meu lugar'.
Nunca achei q o lugar era meu. Desde o meu primeiro emprego de verdade aprendi que ninguém é insubstituível, o q vc faz é dar a sua cara ao trabalho e assim eu fiz.
Esse período eu tive a prova clara de que tudo o q fazemos com amor não tem como dar errado. Que se não atingimos a perfeição, chegamos próximos dela.
Convivi com pessoas sujas, baixas, desonestas, invejosas e não me abati como das outras vezes. Fiz o jogo delas e tbm provei na pele a sábia frase: "...E de tanto apanhar, aprendi a bater ..."
Muitas vezes eu bati, ou melhor, revidei. Quem entrou no meu caminho e tentou me derrubar, levou sim o seu tombo. Com classe, com profissionalismo tbm, se é q isso é possível.
Eu me senti tão forte, tão madura q tive coragem de conviver com pessoas repugnantes para mim.
Pela primeira vez em minha vida eu venci.
Sim, olhar todos os dias na cara de alguém que a gente odeia e tratá-la com respeito e deferência era um grande desafio para mim.
A imparcialidade nas relações profissionais para mim eram praticamente impossíveis e um belo dia, detestei alguém e decidi: Eu vou crescer com ela!!
Claro q não foi fácil, chorei, passei raiva, me entristeci tbm, mas venci, não explodi, não surtei, não xinguei.
Mas, como nem tudo são flores, chegou um dia em que todo o sonho virou um pesadelo.
Uma imbecil, morta de fome achou a minha função interessante, claro q eu facilitei, sempre deixei claro q eu não precisava brigar e disputar cargos com ninguém, afinal, para isso existem os concursos públicos, não é?
Então, aproveitando-se disso, da falta de caráter dela e de tantos outros, o cerco se fechou para mim e me vi disputando "poder".
Não precisei agir de maneira suja e baixa, pelo contrário,
Optei por sempre baixar a cabeça e manter o silêncio, afinal, o desprezo é desesperador.
Desprezei, ignorei, sofri, engoli seco por meses, mas chegou um dia q eu me senti forte o suficiente para compreender q muitas vezes nós não precisamos do local, o local precisa de nós e então, tomei minha decisão: fui embora!!!!
Deixei a cadeira no local q eu tanto detestava , deixei aquele computador q era uma carroça e tudo o q eu construí lá dentro para outra pessoa que todo os dias qdo for trabalhar vai ter q se lembrar de mim por não ter capacidade alguma de dar uma cara ao seu trabalho.
Felizmente, ou infelizmente para alguém que não tem a mínima competência para fazer o q eu fazia, mas ela quer, que faça.
Não perdi nada, saí de lá de cabeça erguida, cresci 20 anos em 2, tenho certeza disso e tudo o q vivi lá, nunca irei esquecer, carregarei no coração para o resto de minha vida.
A conclusão que cheguei num retrospecto desses meus qse 36 anos é de que nunca precisei ir atrás do poder. Ele sempre veio a minha procura. Eu sempre me destaquei em tudo o que eu fiz. Algumas vezes pra mal, mas em sua maioria para o bem. E eu não preciso disputar NADA com (ZÉ) NINGUÉM !!
Agora, inicia-se outra fase em minha vida.
Talvez mais complicada, pq é uma fase de calmaria.
Não estou habituada a ela, nunca a tive e qdo ela aparecia, eu sempre dava um jeito de mandá-la embora.
E q eu tenha maturidade o suficiente para encará-la dessa vez.
Sinto-me mais serena e segura.
Pronta para o grande desafio que é voltar para o lugar q me rejeitou, com pessoas q nunca me aceitaram, mas aprendi q não dependo da aprovação de ninguém, apenas da minha vontade de viver.
E que assim seja!!!

Beijos

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2 comentários:

Juli Lopes disse...

Querida Beta
que essa nova fase seja de muito sucesso pra vc, de paz e de aprender a lidar com esse aspecto da calmaria. As vezes só é preciso aceitá-la. Te admiro muito.

Eu não sou ninguém disse...

Ah Ju, sua linda, obrigada!!