sexta-feira, 28 de maio de 2010

A parte II

Qdo eu olho para meu passado não fica na difícil aceitar a ideia de q eu sou realmente louca.
Nem um pouco.
Havia acabado de passar por uma situação delicadíssima e uma semana depois parecia q não tinha acontecido nada.
Continuei indo para a mesma escola, matando aulas a rodo por não suportar o clima. Reprovei esse ano, fiquei sozinha, sem amigos, sem a confiança de ninguém e sem o tão fadado amor da minha vida.
Realmente eu não fazia a mínima idéia do q era o amor, tbl, não tinha referencia alguma a verdade é essa.


"Estou tentando contar a história como eu vejo, mas é inevitárvel não ficar pensando no q as pessoas irão pensar qdo ler..
Pensando na minha vida hj, eu a acho tão filha da puta, tão indigna de ser vivida, q perco a vontade de falar, mas eu tenho q falar, eu sei q eu tenho, nem sei se tenho".

Estávamos em 1992 e eu ainda queria viver aquele amor como se fosse o último da minha vida qdo a verdade era tudo, menos amor, nem por mim e nem por ele.
Não sei até hj, praticamente 20 anos depois, dizer o q houve entre nós, muito menos o q ele sentia por, mas ficávamos juntos, fazíamos marabalismo para estar juntos.
Todo mundo já havia cansado de nós, todo mundo enxergava perfeitamente q aquilo não tinha futiuro, mas ainda era para mim, minha única maneira de viver e ser feliz.

Foi qdo meu pai teve a ideia mirabolante de mudar de cidade.
Sim, segundo conta a lenda, foi para me afastar dele e meu irmão mais velho das drogas que meu pai decidiu vir para onde moramos.
Eu nao me vi longe dele e fiquei com ele.
Não quero contar como foi ficar com ele nunca casa q sequer era dele. Não quero contar o quanto eu sofri ou melhor, enfeitando, não quero dizer o quanto eu lutei por nada.
Só sei q eu sentia muito, muito a falta do meu filho, não aceitava o fato de não tê-lo. Eu trabalhava e gastava todo meu salário com roupinhas de bebê, só esperando a hora de ter a minha casa e poder ter meu filho de volta.
É claro q eu não estava bem, até hj, nos dias atuais, quem com 15 anos faz um aborto e fica bem da cabeça??
Enfim, logo tivemos nossa casa, logo eu achei q eu poderia ter meu filho de novo e tão logo, de novo engravidei.

Eu fico muito puta, fudida com o destino!!! Pq ele foi muito, muito filho da puta comigo.
Ele me pregou peças q me fizeram feridas q talvez sejam eternas.
E, se na primeira vez, logo depois de engravidar descobri e exclusividade com uma pessoas de 15 anos era impossível, com 16, me vi grávida e com uma pessoa se drogando como futuro pai do meu filho.

Eu nunca, nunca tinha ouvido falar em droga além das esporádicas aulas na escola.
Eu tinha medo das drogas, fui criada para temê-las, eu tinha medo de drogados tbm. [admito q ainda tenho, mas é um medo diferente, aquele medo, era do desconhecido].
Então, ao longo dos meus super 16 anos, da minha super-experiência de vida [quesito burrice, claro], fui obrigada a repensar a minha vida.

Sabia q o amor da minha vida já estava viciado, com dificuldades para largar o vício, gastando o dinheiro de nossas despesas pessoais com o seu vício, então, foi aí q eu lembrei dos meus pais.
Daí q eu lembrei q eu tinha 16 anos, q eu não sabia de nada e q não resolvia nada sozinha.
Foi aí e EU, a ROBERTA, decidiu pelo aborto. Foi aí q a grande CULPADA e tão somente CULPADA decidiu por fim no sonho da maternidade.

Essa parte me dói ainda, não superei. Parece nunca vou superar.
Eu tinha q ir embora, eu tinha q fugir daquilo, eu tinha medo demais.
Liguei para meus pais e minha mãe veio me buscar, mas para sair de casa, o amor da minha vida q não devia estar em seu juízo perfeito, me prendeu dentro de nossa casa, não me deixava sair. Chorou, esperneou e qse me matou para eu não ir embora.
Mas eu fiz as malas e fui.
Vim para uma cidade q não conhecia ninguém, grávida com um passado péssimo e com 16 anos, sem sonhos, sem alegrias e mais tarde sem meu filhinho.

Foi muito fácil ir a uma farmácia e comprar o remédio q eu nunca viu ou ouvi alguém dizer q o usou para o seu fim específico: úlcera.
E, com uma coragem q nunca sei de onde vem, parti para a viagem sem volta.
Acordei mal, passando mal, com hemorragia, dores horríveis, daquelas q a gente faz promessas a Deus a cada segundo, mas não adiantou.
Chorei, senti cada minuto a desgraça q mais uma vez eu estava fazendo com uma vida q não era minha e tive q ir para o hospital.

Lá, não contei q foi proposital, sequer precisava, Mas as coisas começaram a dar errado.
Eu fazia testes de gravidez e ainda estava grávida e o pânico começou a tomar conta de mim.
Como? E agora?? O q eu faço, passei 3 dias e 3 noites pedindo a Deus para morrer junto com meu filho, mas Deus nunca me deixa morrer quando EU QUERO:
Fui pracasa, mais uma vez com mãos e barriga vazias e uma dor indescritível no meu coração q não foi embora até hj.

Eu odeio morrer da maneira q Deus me mata, Eu odeio morrer e continuar viva,
Mas sabe,eu acho q eu vim para isso mesmo para morrer e ter q continuar vivendo.
Para viver e reviver cada cagada q eu fiz na minha vida, até um dia q eu aprenda o grande significado da vida q deve ser VIVER E DEIXAR VIVER


[Como eu estou chorando agora, desesperadamente, eu estou chorando. Acho q não tenho condições de falar mais nada agora, nem vou corrigir o texto, perdoem-me os erros q e infelizmente não são somente de portugués]

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2 comentários:

Juliana Lopes disse...

Beta, Beta...
Sinto muitíssimo por vcoê ter passado por isso, tão jovem, tão sozinha. Com eu, quem te devia te proteger e apoiar não o fez. É duro demais.
Fica firme que vc não tá sozinha, viu?
Adoro vc.
Grande, endorme beijo e um abraço mais que acolhedor.

Viiii disse...

Meu Deus!! Acho que a pior parte é saber que não estou lendo um folhetim, que tudo isso foi real e que sua dor não é mera interpretação de artista.
Sinceramente não consigo imaginar o tamanho do desespero que você deve ter sentido ao decidir tomar esse caminho pela segunda vez..
Mas apaser de tudo, hoje você tem sua família, seus filhos, e então isso significa que alguma coisa deu certo e fico feliz por isso.. Feliz por este blog que certamente tem para você poderes curativos...
Força amiga, certamente toda essa luta e sofrimento não será em vão!
abraços